ILHA DA MAGIA

Sônia Schmorantz

Remanso

Cismo a paz no silêncio do jardim,
apenas quebrado pelo chilrear de pássaros,
remanso da tarde que passa como brisa,
leve e cristalina, em paz comigo mesma.
A vida vai seguindo seu rumo,
segue este remanso lento, como rio
que corre sempre para o mar.
Vai na força da vida, amansando o coração,
como água que encharca a terra,
como asa veloz que atravessa o céu,
sem ruído, desfazendo-se em laços,
na nua aurora que cobre o poente.
Do remanso nascem as palavras,
tal como pássaros, nascem aladas,
aprendendo a voar em busca de sonhos,
falam da cor da flor, do gosto do amor,
numa rima vadia lanceada de ternura,
um poema ainda não dito a tecer vagas
incessantes de memórias de quem habita
entre o ontem e o amanhã de um dia iluminado,
luz indulgente que alumia a porta entreaberta
da poesia.

Sônia Schmorantz

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28/06/2010 - Posted by | Uncategorized

2 Comentários »

  1. Olá Sonia!

    Bonita meditação!
    A paz e sossego à nossa volta convidam à libertação do pensamento. Errante, faz-nos então boa companhia, levando-nos por caminhos que, antecipadamente, já sabíamos que gostaríamos de percorrer.

    Um abraço.
    Vitor

    Comentário por vitor chuva | 28/06/2010 | Responder

  2. Oi SÔNIA,

    Vir aqui é ter uma sensação de alma lavada, de paz, de calmaria, é ótimo. Um abraço!

    Comentário por ivana | 28/07/2010 | Responder


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